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ESPECIALISTA ALERTA PARA POSSÍVEIS NOVOS RISCOS POR CONTA DO DESTINO DE RESÍDUOS DE ÓLEO DO NORDESTE

Entrevista
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Planos de emergência individuais (PEI) e seus desafios práticos.
14 de julho de 2020
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ESPECIALISTA ALERTA PARA POSSÍVEIS NOVOS RISCOS POR CONTA DO DESTINO DE RESÍDUOS DE ÓLEO DO NORDESTE

situação do litoral de Nordeste ainda é preocupante, com 166 localidades afetadas pelas manchas de óleo que castigam o litoral do país desde o início de setembro. Até o momento, a conta aponta para mais de 200 toneladas já recolhidas das praias – número que pode ficar maior na medida em que o óleo continua chegando à costa. O cenário é triste, mas para o setor de óleo e gás, e o país de modo geral, é uma oportunidade de rever os procedimentos para combater este tipo de situação, conforme afirma o oceanógrafo Jackson Krauspenhar, especialista em derramamento de óleo da empresa Sprink. “São mais de 200 toneladas retiradas das praias. Temos que tentar rastrear para onde está indo esse resíduo, pois podemos causar danos maiores em alguns locais, dentro do continente”, alertou. Krauspenhar diz que se esse material for guardado de maneira inapropriada, o Brasil terá problemas maiores, como a contaminação de lençóis freáticos. “Não sabemos onde isso está sendo colocado. Parece que são as prefeituras que estão cuidando disso. E as prefeituras não têm a capacidade e o conhecimento para isso”, disse. O especialista também comenta sobre o fato de o Brasil não ter um plano de contingência nacional em operação e ainda revela preocupação sobre como refinarias e portos, hoje, não estão preparados para lidar com eficiência em situações de vazamentos como o do Nordeste. “Geralmente, os portos estão em baías, porque precisam de águas abrigáveis, onde acontece a maior produtividade dos oceanos. Se o óleo vazar nessa região, as consequências serão muito mais desastrosas”, concluiu.

O senhor pode nos dizer, em sua opinião, sobre as possíveis causas deste desastre ambiental?

Por ser oceanógrafo, eu entendo as correntes marinhas e o comportamento de óleo na água. Pelo que temos de notícia, os primeiros toques do óleo na praia ocorreram próximo ao Rio Grande do Norte. Se a fonte do vazamento fosse no litoral da região do Caribe, onde está a Venezuela, o óleo teria tido outro comportamento de toque e teria chegado primeiro aos estados mais ao oeste e, por último, chegaria à Bahia.

No ponto mais extremo do Brasil, no Rio Grande do Norte, existe o início da Corrente do Brasil, que desce o litoral do país no sentido Norte-Sul. Essa corrente trouxe óleo até a Bahia. Naquela região do Rio Grande do Norte existe também uma bifurcação: uma parte da corrente desce e outra segue em direção ao oeste, levando o óleo em direção ao Maranhão.
Veja materia completa em:

https://petronoticias.com.br/

Por Davi de Souza (davi@petronoticias.com.br) –

 

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